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  • Tem Música Nova Hoje?

Entrevista: Holy Pills

O rock dançante e divertido do Holy Pills vem ganhado atenção na França, país de origem da banda, desde o lançamento de seu primeiro EP, Time Lapse, em 2020.


Com City's Burning, sua nova música de trabalho, eles dão mais um passo para conquistar não só seu país, como as paradas musicais dos quatro cantos do mundo.


Conversamos com a vocalista Félicia e o baixista François sobre o novo single e planos para o futuro da banda. Confira essa conversa agora! (e ouça a playlist especial que eles fizeram para o Tem Música Nova Hoje? enquanto isso)



Ano passado, vocês lançaram o EP Time Lapse e, agora, vocês estão lançando sua nova música, City's burning. Quando falamos sobre influências e inspirações, quais são as diferenças entre fazer o EP e fazer essa música nova?


Felícia: Time Lapse era mais uma mistura de gêneros musicais diferentes. Além disso, algumas músicas são do começo da banda, e até mesmo de antes do início, e tem uma atmosfera meio pré datada.

City's Burning foi construída de uma maneira totalmente diferente. Apesar da ideia dessa música ter sido discutida no começo da nossa jornada, o processo foi diferente. Ela foi concebida como uma mistura do espírito do rap francês dos anos 90 ao anos 2000 com um toque de gospel, uma pincelada de heavy rock e o foco no groove do baixo. Nós até pesquisamos na internet para fazer essa - de "Free Your Mind" do En Vogue à parceria entre a Madonna e o Cee Lo Green no Super Bowl 2012.


François: City's Burning foi completamente feita em três ou quatro ensaios. Não esperávamos ter gravado essa música tão rapidamente. Foi muito legal, se compararmos com o processo de gravação do Time Lapse!


Alguma chance de City's Burning ser inspirada no filme Paris is Burning?

Félicia: Paris is Burning é uma imersão na história da luta LGBT afro-americana e hispânica, então seria inapropriado explorar essa ideia em nosso próprio benefício, já que não temos um conhecimento muito sólido na questão - da minha parte, apesar de ser uma grande apoiadora da comunidade LGBTQAI+, eu sinto que ainda tenho muito a aprender.

Em City's Burning é muito diferente, é mais como um chute em uma sociedade onde o lucro vem antes dos humanos, onde o lucro vem antes do humano e um lembrete para não ser esmagado pelos outros, tudo em tom sarcástico. O tempo não vai esperar por nós, então temos que viver de acordo com nossas próprias regras, em vez de querer fazer os bons papéis dos outros.


Vocês são uma banda de Paris, mas suas músicas são cantadas em inglês. Por que vocês preferiram cantar em outra língua?


Félicia: Eu canto em inglês pois acho muito mais fácil me expressar através de uma linguagem que é tão rica quanto o francês é. Eu não gosto muito da ideia de que você precisa cantar na sua nativa para ser entendido, até porque a música está acima de todos os sentimentos; você pode entender uma música através da sua energia, e é daí que vem a força da música. Mas, eu sou diplomática, então isso sempre pode ser discutido. [risos]

François: Mas vale lembrar que City's Burning é uma mistura de francês e inglês!


Holy Pills é um nome muito legal para uma banda. De onde veio a ideia de nomear a banda assim?


Félicia: Vem de uma tarde de brainstorming depois do nosso terceiro ensaio como banda. Queríamos algo marcante e representativo e chegamos em Holy Pills como se fosse uma vitória no sorteio da loteria.

O engraçado é que isso é uma espécie de trocadilho, já que vemos a música como um remédio que, em última análise, é um vício. O mesmo vale para tomar comprimidos. "Holy" - Santo, em tradução para o português - porque nós parecemos pequenos anjinhos, você não acha? [risos]


Quais são os planos para o futuro da banda? Vocês já tem um disco a caminho?


François: Junto com City's Burning, nós também gravamos outra faixa, que será lançada junto de um clipe nas próximas semanas. E temos uma ou duas músicas que já foram tocadas mas ainda não estão gravadas.

Além disso, nós temos algumas boas músicas em que ainda precisamos trabalhar e esconder por um tempo para fazer um bom disco.

É o que precisamos fazer, mas temos que ter mais tempo juntos. O futuro sucesso da banda provavelmente vai depender disso.


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